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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ele... [Feliz Ano Novo]



Ele me desperta todas as manhãs;

Ele é o meu amigo querido de todas as minhas horas;

Ele é o meu Pai fiel e eu sua filha querida;

O Rei maravilhoso que me fez princesa Sua;

Ele é a brisa que me refresca quando eu canso;

Ele é o sol que vem me iluminar todos os meus dias;

Ele é a vida em mim: não vivo, não articulo se não for por Ele!

Ele é a razão do meu cântico;

Ele é o motivo que dá sentido à melodia que escrevo pra lhe adorar;

Ele faz pleno de esperança todos os meus dias;

Ele é o lírio mais lindo dos meus vales;

Ele é a rosa mais bela do meu jardim, a mais valiosa, a mais especial;

Ele é o meu tudo...

Ele está sempre comigo, o meu Emanuel;

Ele é minha torre bem forte, bem segura. Minha fortaleza na aflição;

Ele é a água que sacia a minha sede espiritual e que me lava de todas as minhas impurezas;

Ele é o pão que sacia a minha fome eterna sobre as coisas espirituais, suprindo as minhas necessidades;

Ele é a minha justiça perfeita;

Ele é o meu caminho reto, aquele que me conduz a perfeição;

Ele é o perdão dos meus erros, a misericórdia que se renova todas as manhãs por amor de mim!

Porque eu fui feita para ser amada e o Seu amor me consome!

Sua alegria é a força da minha vida;

Sua verdade, o direcionamento em que minhas atitudes se respaldam;

Sua vida, a minha vida!

Não tenho outro alguém que me conceda tanta alegria;

Ele é o meu amado, o meu tudo, o meu destino, pois lhe entreguei o meu futuro!


E o que eu poderia querer mais?

Me satisfaz a certeza de que Ele vive em minha vida e o meu eu deixa de existir por conta disso!

Não que eu seja merecedora, mas como afirmei, sua graça me envolveu.

Essa graça me transformou, me tornou filha, me deu novas vestes, novo cântico, novo sorriso!

Essa graça me basta para sobreviver e eu prefiro não questionar esse favor imerecido.

Simplesmente aceito e tento viver de uma forma que Lhe agrade e Lhe faça ter prazer em mim.

Continuo falha, mas consciente de que necessito muito desse amor sobre mim.
Esse amor me levará além.

Esse amor me levará a cada dia mais até Ele.

Hoje eu O sinto em mim e posso tocá-lo com minhas súplicas, com o meu louvor!

Mas, amanhã, sei que poderei tocá-lo e vê-lo face a face; como uma filha que vê e abraça o seu pai.

Eu caminho para a perfeição. Apesar de não ser, pelo Seu amor, Ele me faz a cada dia como Ele é!

Porque Ele deseja isso e é recíproco esse desejo.

Hoje, eu não sou mais a mesma.

A cada dia que passa eu não sou mais a mesma.

Sou mais dEle, e Ele mais meu!

Percebo isso quando noto que os meus sonhos não são mais os meus e sim os dEle sobre a minha vida.

Ele pôs os seus sonhos em mim e eu me agrado muito em sonhá-los!

E Ele é a realização dos meus sonhos!

Ele é o cumprimento das promessas!

Ele é a fidelidade que cerca tão de perto a minha vida!

Ele é o sobrenatural mais real que existiu; porque a Sua verdade é imutável enquanto a verdade humana é relativa!

Ele é o grande EU SOU!

Ele simplesmente não “era”, ou “será”, não que não tenha sido ou que não será! Ele sempre foi e há de ser...

Porém, mais que isso: Ele é o EU SOU, ou seja, Ele sempre se apresenta aos seus no exato momento do presente. Em todo instante Ele É!

E eu? Quem sou eu? Simplesmente filha, radiante de alegria pela incontida felicidade de pertencer a alguém assim!!!

FELIZ ANO NOVO!!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Aprendendo com o SilênciO!


O silêncio fala.

Fala bem mais do que podemos supor.

O silêncio grita em certas ocasiões e é ensurdecedor o seu som!

Muitas vezes queremos fugir dele, dar as costas, fingir que não ligamos.

Mas o silêncio continuará falando.

Quem pode decifrar o significado do silêncio?

Quando estamos desesperados por uma resposta, é muito complicado ouvir o silêncio como resposta aos nossos por quês.

Mas, é necessário entender que, nem sempre, estamos preparados para ouvir a resposta conveniente e que o silêncio é a melhor resposta nessas ocasiões.

Quanto mais aflitos estamos, mais estarrecedor se torna o fato de suportar o silêncio.
Precisamos aprender a entender o jeito do nosso Pai; o seu modo de tratar, de falar, de olhar...

Nosso Pai nos ensina, até mesmo no seu silêncio.

Haverão momentos em que Ele sutilmente sussurrará respostas aos nossos ouvidos, ou que no seu abraço nos confortará.

Porém há ocasiões em que Ele se cala; e devemos aprender a agradecer até mesmo pelo seu silêncio!

Ele está ao nosso lado. Jamais duvide de Sua presença acolhedora!

Seu silêncio nos ensina a refletir.

Em silêncio Jesus escrevia na areia quando os acusadores de uma mulher adúltera perguntava a Ele sobre o que fazer com ela quando foi pega no próprio ato de adultério.

Seu silêncio impactou aqueles homens. Eles pareciam ter esquecido de analisar suas próprias vidas em detrimento do excessivo cuidado com a vida alheia, com o cumprimento da lei.

O que Deus quer nos dizer quando silencia?

Muitas vezes Ele não nos julga... por que deveríamos julgar os outros?

Com a mesma medida que julgamos o próximo seremos julgados!!! (Mt 7.12)

No nosso caso, o silêncio tem o poder de evitar catástrofes. Isso se olhar pelo prisma de que, aquele que muito fala, muito erra!

Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio. (Pv. 10.19)

O Senhor nos convida a aguardamos em silêncio pela Sua salvação, como Jeremias fez: “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR.” (Lm 3.26)

Nada mais justo do que aguardar, uma vez que confiamos nEle a solução dos nossos pleitos.

Ao contrário, age o tolo: “O tolo multiplica as palavras, porém, o homem não sabe o que será; e quem lhe fará saber o que será depois dele?” (Ec 10.14)

Que possamos aprender com o nosso Deus e com o Seu silêncio a nos portarmos como filhos que entendem a linguagem do Pai, que confiam na Sua forma de agir, ainda que silenciosamente e que ousam em ser iguais a Ele, pois para cada coisa há um tempo certo, até mesmo para calar ou falar!

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.” (Ec. 5.2)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O renascimento da Ética


Este artigo foi escrito pela minha amiga Mara, colega de profissão, advogada, pós graduada, escritora, pregoeira da DP, assessora especial da Subdefensoria Pública-Geral.

Porém, mais que isso, minha irmã em Cristo, que canta lindo, que tem uma família abençoada e que é uma mulher de quem me orgulho, segundo o coração de Deus, que alcançou muito nesta vida e continuará alcançando, até conquistar os céus!

Beijos Mara, você é um exemplo.. Lindona!

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O RENASCIMENTO DA ÉTICA
Site: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=59399&edicao=10005&anterior=1
Publicado no Diário de Cuiabá em 2001 (republicado esse ano - 2008)

“(...) nunca foi tão necessário, como hoje se mostra, reabilitar a Ética. A crise da humanidade é uma crise moral. Os descaminhos da criatura humana, refletidos na violência, no egoísmo e na indiferença pela sorte do seu semelhante, assentam-se na perda de valores morais. De nada vale reconhecer a dignidade da pessoa, se a conduta pessoal não se pautar por ela.”

Esta colocação de Nalini parece refletir a ânsia de todos nós por um mundo mais humano, menos amoral, mais ético.

Fala-se muito, em nossos dias, em bioética, a qual abrange em seu estudo, a moralidade da conduta humana em todas as ciências da vida. A questão é: será que falar é o bastante? Será que, não estamos mais uma vez, sendo hipócritas, ao proclamarmos a necessidade de um renascimento da ética e da moral, enquanto nosso viver diário busca totalmente o contrário, com condutas antiéticas e imorais?

Muitos poderiam dizer que estamos sendo duros demais em nossa colocação, entretanto, se analisarmos bem a situação atual, e mais ainda, se partirmos da análise pessoal, verificaremos que os valores que nos movem, estão distantes, em muitos aspectos, da realidade ética da qual bradamos a falta.

Se com coragem e sinceridade, buscarmos o auto-conhecimento, e após este, formos capazes de assumir a necessidade de mudança pessoal, e de resgate de valores éticos-morais, que foram sufocados por valores materiais, os quais têm sido o centro de nossa vida, perceberemos o quanto nos tornamos indiferentes e insensíveis.

Essa insensibilidade, nos leva a uma condição coincidente apenas com interesses próprios, o que na verdade nos torna faltos de moral e revestidos de uma moralidade mesquinha e falsa, e que nos tem impedido de conscientização da atual situação de caos em que vivemos, onde há fome, e não apenas fome de alimento físico, mas também fome de justiça, de paz, de atenção, de afeto, em fim, de amor.

A pessoa humana, está clamando pela prática do amor ao próximo, no entanto, na maioria das vezes, quer apenas receber e não se dispõe a dar ou a escutar aos anseios do seu próximo mais próximo. Quer amizade, mas oferece desapego e desinteresse.

O renascimento da ética deve começar dentro de cada um de nós, a partir do exame constante de consciência, como caminho para o desenvolvimento do verdadeiro amor próprio. Pois este amor, será capaz de nos mostrar nossas deficiências, como a intolerância e a falta de humildade que nos impede de considerar o outro como um de nós, capaz de sentir as mesmas emoções e sofrer das mesmas ansiedades que sofremos. Só estaremos aptos a amar o outro, depois de amarmos a nós mesmos, nos valorizando, nos respeitando e reconhecendo nossos limites.

Só assim teremos condições de respeitar o próximo, e seremos levados a considerar as diferenças existentes, as opiniões, mesmo que contrárias à nossa, como possibilidade de aprendizado e crescimento. Pois que, no outro também há o que se valorizar, visto que com suas experiências, de alegrias ou dissabores, poderá nos acrescentar conhecimento e sabedoria .

Através da busca contínua do amor e da fraternidade, nos permitiremos o alcançar da verdadeira ética, pois sem amor o que temos é o vazio que nos assola a todos.

Muitos de nós, temos contribuído para este momento de desespero, quando elencamos os supérfluos como os valores últimos a serem alcançados. Uns, através do conformismo ou da apatia, enquanto que outros através do egoísmo e crueldade.

O fato é que temos permitindo que a miséria atinja a grande massa da humanidade, e fazemos isto sem nos preocuparmos com o futuro de nossos filhos e netos, nem em preservar valores não imediatos, mas de suma importância para seu bem estar como ser humano.

Prova dessa ânsia egoística e ligada aos valores materiais, como supremos, é o que podemos constatar em reportagem recente, sobre a situação do planeta, que é encaminhado lentamente para a morte, pelos seus próprios habitantes. O interesse lucrativo ou financeiro, nos impede de ver, e levar em conta a proporção da destruição que estamos causando. As conseqüências são desastrosas e é apenas o começo como nos diz a reportagem, “O planeta começa a responder com derretimento de geleiras, secas, escassez de água e aquecimento global aos milhares de anos de agressões feitas pelo homem” e não para por aí as agressões à natureza, pois animais nascem com falhas genéticas por causa da ganância de seus criadores, e a reportagem diz ainda, “(...) As técnicas de clonagem mesmo as aparentemente bem sucedidas, estão produzindo aberrações, como filhotes que nascem com células de animais velhos e sofrem de doenças degenerativas ainda bebês.”

O ser humano dotado de inteligência, capaz até de clonar seres viventes, busca o aperfeiçoamento de suas habilidades rumo a melhores posições sociais e o valor dinheiro tem sido muito evidenciado, servindo como referencial para medir o quanto vale o homem, mas, tem se esquecido de que toda a sua inteligência poderia também proporcionar melhores condições de vida em sociedade.

Se buscássemos através de nossas atitudes, o amor ao próximo como fonte do sucesso, não apenas momentâneo, mas que atingisse a nossos semelhantes das gerações futuras, que dependem de nós não apenas em questões de sobrevivência, mas também no que se refere à preservação e perpetuação de valores morais, que venham a proporcionar melhor compreensão pessoal e do próximo, contribuiríamos, ajudando-os na busca da verdadeira fraternidade de uns para com os outros, para que a igualdade e a justiça estejam realmente entre os valores supremos, como nos diz o preâmbulo de nossa Carta Maior, a qual foi promulgada “sob a proteção de Deus” .

Nesta necessidade de estar sob a proteção de Deus, também concorda com Ruy Barbosa, quando nos aconselha na “Oração aos Moços” dizendo: “Por derradeiro, amigos de minha alma, por derradeiro, a ultima, a melhor lição da minha experiência. De quanto no mundo tenho visto, o resumo se abrange nestas cinco palavras – Não há justiça sem Deus”.

Realmente, quando falhamos, em nossa ética e justiça humanas não podemos nos esquecer de que há um Ser Supremo que nos pode auxiliar, possibilitando em nós um aperfeiçoamento, do qual partirá muitas atitudes éticas e morais, das quais dependemos para alcançarmos o próximo em amor.

É preciso vivência da ética e não apenas, que se clame por ela, como se não estivéssemos inseridos no contexto!



* MARIA DAS DORES ARAÚJO E SILVA é acadêmica do 3º ano de Direito da Unirondon.


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