A superficialidade é um perigo.
Ainda mais quando as condições em que vivemos tentam nos tragar nas mínimas coisas.
E o que será de nós se formos superficiais demais?
Precisamos saber os valores que nos regem.
Precisamos estar firmados em algo maior que nós.
Precisamos de um alicerce, um esteio, uma base.
Assim como as plantas somos nós.
O texto sagrado descreve:
"Uma voz diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo. (Is 40.6)"
"Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do SENHOR. Na verdade o povo é erva; Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente." (Is 40.7e8)
"Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor;" (1ºPe 1.24)
Nossa vida é passageira.
Nascemos, crescemos e perecemos.
Há, no entanto, aqueles que fenecem mais rapidamente.
Àrvores plantadas em locais escusos, de difícil sobrevivência.
Plantas totalmente superficiais.
Elas desvanecem no primeiro temporal.
Elas saum arrancadas pelo fato de terem suas raízes muito superfialmente infiltradas no solo.
A diferença é essa:
RAÍZES!!!
Onde temos fincado as nossas?
Com certeza estamos arraigados em algum lugar.
Qual a terra que escolhemos aprofundar as nossas?
Há pessoas que fixam suas raízes em pessoas.
Outros em bens materiais.
Alguns na esperança de um estudo melhor, de um casamento, de um carro...
"Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus." (Sl 20.07)
Conclusão: raízes superficiais.
Por quê?
Porque são coisas que cessam aqui...
Porque são coisas terrenas, coisas passageiras.
A vida passa, consequentemente, tudo o que ela traz.
Ou seja, no primeiro vento, as raízes são arrancadas e o desespero instala-se.
O caos atormenta e a solução já não é visível;
Afinal de contas, isso era tudo o que havia!

Mas e quando decidimos firmar raízes em algo superior?
Quando não nos deixamos manipular pelos desejos terrenos e nos conscientizamos que nos é necssário algo além para sobreviver?
Aprofundar aS raízes espirituais nos dá suporte para suportar os vendavais, ainda que estes nos levem as coisas passageiras.
É como se a chuva viesse forte, os ventos nos jogassem quase ao chão, mas depois tonássemos a voltar ao nosso estado anterior, inabaláveis e irremovíveis, uma vez que as raízes encontram-se profundamente arraigadas ao solo.
Deus nos quer assim: completamente arraigados naquilo que Ele é!
Certos e conscientes, sem perder o foco, sem perder a diretriz.
Ainda que venham as circusntâncias adversas... lá está a árvore.
Ela não pode ser tombada, porque algo lhe prende e não a deixa perecer.
Mais que isso:
Algo a alimenta.
Ela estará ali por anos, será reconhecida e honrada, justamente pelo fato de possuir todo um antecedente histórico!
Estejamos firmados no Senhor...
Os ventos não poderão nos destruir...
Ainda que tentem abalar a nossa fé...
Nós sabemos em quem temos crido!!!
Somos seres eternos.
O Senhor nos reservou a eternidade.
E a Sua palavra nos diz que, assim como Ele é, nós também seremos!
Deus pôs a eternidade em nós.
Nós pecamos e corrompemos nosso caminho.
Nossa eternidade com Deus foi trocada por dor.
E o que seria de nós se não fosse o amor do Senhor?
Desde a antiguidade Ele propiciou formas de trazer novamente o homem para Si e Seu grande amor!
Mas, de uma vez por todas, promoveu a nossa redenção quando se aniquilou e morreu pelos injustos fazendo-se como um de nós.

Sua ressurreição nos justificou da culpa de sua morte e nos trouxe, novamente, a oportunidade de gratuitamente desfrutarmos da eternidade consigo.
A eternidade é algo misterioso.
O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e nem chegaram ao coração do homem é o que Deus preparou para aqueles que o temem e o amam.
De tudo mais lindo e perfeito que pensemos, Deus nos superou.
E com Ele nos espera o nosso novo nome, a nossa nova vida, as nossas novas vestes... a nossa coroa.
Os reinos dessa Terra passam.
POr mais que os reis e rainhas tentem perpetuar as suas descendências...
Os reinados vitalícios têm um fim, em um momento.
Não há nada que se eternize nesta Terra.
Por mais fortes que tenham sido alguns reinados; todos eles chegaram ao fim. Todos eles chegarão ao fim um dia.
Mas há um reinado eterno.
Uma coroa eterna: a coroa da eternidade.
Essa é a recompensa que Deus nos reservou: vivermos eternamente com Ele!
E diferente de todos os reinados que passaram, reinaremos eternamente com Ele."...o seu reino não terá fim." (Lc 1.33)
"O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura em todas as gerações."(Sl 145.13)
"E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão." (Dn 7.27)
Mas, o que fazer para merecer essa vitória?
Nada... absolutamente nada!
Porque tudo o que fizéssemos não pagaria valiosa dádiva!
Não há nada que compre essa benção, a eternidade com Deus.
No entanto, temos de ser sensatos e não subestimarmos presentes divinos.
O dom da vida eterna será para todos os que amam a Deus, que se importam em fazer o bem, vivendo uma vida honesta nesta Terra.
Mais que isto, a todos que se arrependam de suas más ações.
A todos os que continuamente convertem os seus caminhos.
A todos que sentem e sabem da necessidade de lavar as suas vestes espirituais dia-a-dia.
Até porque a eternidade que nos espera junto a Deus é de paz, de pureza e felicidade!
Outra importante consideração:
Não há nada que seja tão difícil quando feito com amor.
Quando amarmos a Deus de todo coração, não será difícil ser honesto, puro, correto, feliz, etc...
Porque somos levados a isso.
Passamos a agir eivados de bons propósitos e sentimentos.
Não há nada tão difícil que nos impeça de amar a Deus após conhecermos Seu imenso amor por nós!
Apaixone-se pelo Senhor e seja também coroado com as mais ricas bençãos, 100% nesta Terra e ainda depois desta vida, a vida eterna!

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." (Mt. 5.13)
Somos o sal da TErra.
O sal tem uma serventia.
O sal serve para temperar.
O sal serve para conservar.
Algumas vezes, o sal serve, até mesmo, para curar.
Mas, e quando o sal perde a sua utilidade?
Como menciona o texto sagrado, para nada mais presta senão para ser jogado fora, e ser pisado pelos homens.
Vivemos em um mundo insípido.
Insípido porque perdeu todas as suas diretrizes.
A moral foi pervertida.
Os bons costumes foram ultrajados.
Esqueceram-se de Deus e dos seus mandamentos.
As trevas imperaram. E a maioria das pessoas estão submersas nela.

Mas nós somos o sal da terra.
NOssa obrigação é fazer a diferença.
Temos por objetivo temperar o que está insosso.
Outra finalidade é restaurar o que está ferido e manter conservado o que sobra de bom.
DEvemos provocar sede nas pessoas.
Não sermos demasiados (Para não estragarmos tudo) e nem insípidos (que não cause o desejo alheio).
As pessoas devem olha a nós e ver Deus.
UMa vida especial só é especial quando causa uma diferença.
Se tudo é igual, não há nada de especial, não há nada de diferente!
E como sal da Terra, devemos ser os responsáveis pelas grandes mudanças.
MUdanças de atitude que referem para o bem!
Diretrizes que apontam para algo bom e diferente das demais coisas.
Sal que causa a sede das pessoas.
Sal que atrai pela diferença.
Sal que atrai as pessoas para DEus!
Somos vasos do Senhor!
Não há como fugir dessa realidade.
Somos vasos. E vasos ficam expostos.
Expostos para a apreciação.
À disposição daquele que organiza o ambiente...
Fomos feitos pelo Senhor.
Moldados por ele, a medida da Sua necessidade.
E, se em alguma circustância acabamos por cair, ele toma os nossos cacos e nos refaz.
Se, porventura, nosso incômodo advém da sujeira e poeira pela nossa constante exposição, Ele nos limpa e nos renova!
Há diversidade de vasos.
Cada um tem uma serventia, uma utilidade.
"Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra." (2ºTm 2.20)
Qual será a posição que temos assumido na casa do nosso Pai?
Independente do tamanho que fomos feitos, se somos vasos pequenos ou grandes, em destaque ou de sustentação... qual a nossa classificação de acordo com o texto mencionado alhures?
Será que o Senhor pode alegrar-se através de nós?
Somos honra ou desonra?
Vaso é vaso!
E Deus o Oleiro!
E como se não bastasse criar-nos, ao ver a nossa frágil condição, principalmente no que tange a nossa vulnerabilidade às astutas ciladas inimigas, resgatou-nos com Seu sacrifício.
Mesmo que num passado a sua utilidade não tenha sido para a glória de Deus, a redenção foi alcançada por intermédio de CRisto!
Ele restaura, limpa e, se necessário, faz novamente o vaso para ser usado para o Seu louvor!
Que sejamos simples vasos nas mãos do oleiro.
Vasos que desfazem-se feito verdadeiro barro.
Digo barro no sentido de reconhecer que nada somos, de importância ínfima... afinal de contas, quem tem de brilhar em nós é a glória do Senhor, no nosso interior!
O que está dentro do vaso é aquilo que o ornamenta.
Se formos vasos soberbos pelo fato de termos bela aparência, não sentiremos a necessidade de ter algo melhor que nós dentro de nós mesmos!
A glória do Senhor é que deve ser a diferença!
O que nos ornamenta. Como as flores que contêm os vasos.
O perigo de nos acharmos suficientes, nos torna vazios.
O vazio é periculoso pelo fato de, uma vez desprivinidos, sermos invadidos por sujeiras e poeira.
Deixe que o Senhor te transforme!
Deixe que Ele limpe seu interior e resida nEle, através de seu poder, graça, amor e glória!
Ele é capaz de restaurar-nos, ainda que estejamos aos cacos.
O Senhor pode refazer um vaso que quebrou...
O Senhor por restaurar para a útil serventia o vaso que permanece inerte.
Mas não questione ao sentir-se um vaso esmiuçado.
Saibas que, quando o Senhor acaba por esmiuçar o barro, deseja retirar dele as impurezas e fazer um vaso novo ao Seu querer.
E lembrem-se sempre: Na Sua paciência temos a existência preservada!
Somos barro... e somos vasos apenas pelo querer do Senhor!
Que Deus habite em nós!
Nadar...
Sentir-mo-nos livres como peixes, e nadar!
Alcançar o oceano e suas profundezas...
Descobrir as preciosidades que há onde poucos ousaram chegar!
O texto de Ezequiel 47 nos fala a respeito da completa submersão nos rios de Deus, por analogia.
Quem pode ir mais fundo, por que se contentar com a superficialidade?
Nosso relacionamento com Deus pode ser assim comparado.
Quando não sabemos nadar, temos pavor até da água.
Ao ver uma praia, contentamo-nos simplesmente em ver a beleza do mar.
Às vezes, colocar os pés e sentir o frescor da água a tocá-lo... mas, nada mais que isso.
Observamos... achamos lindo a ousadia daqueles que tem intimidade com o oceano.
Temos desejo de um dia aprender e fazer o mesmo.
Mas, será que não podemos?
Nossa intimidade com o oceano chamado Cristo, depende unicamente de nós!

Quando começamos pelos pés, logo desejamos nos aprofundar mais...
Logo as águas já estão no joelho, cintura, ombros...
De repente estamos submersos nas águas da sua graça!
As águas do seu amor, perdão e maravilhas cobrem nossa cabeça... mergulhamos e desejamos nos aprofundar nesse relacionamento ímpar.
E mais que isso... mergulhando fundo, descobrimos segredos e riquezas que nos aguardam no profundo de seu recôndito.
Vemos a abundância e diversidade de peixes... esses simbolizam a multiforme graça de Deus, suas variadas bençãos (materiais e espirituais).
"E será que toda a criatura vivente que passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio." (Ez 47.09)
Esse rio traz vida...
Esse rio tras alegria abundante...
Esse rio traz fartura...
Mas, além de tudo...
Esse rio nos leva à intimidade com Deus.
Ele nos leva ao próprio Deus!
Esse rio nos envolve, nos cura, supre as nossas lacunas e nos faz viver!
Deixe-mo-nos ser levados e lavados por esse rio!